segunda-feira, 9 de abril de 2018

O Grêmio garantiu mais do que o título

Ontem, ao fim do jogo que decidia o campeonato gaúcho, o torcedor gremista vibrou com mais uma vitória, e claro: mais uma taça no armário. Mas o que teve maior comemoração foi a declaração do treinador Renato Portaluppi, afirmando que fica no Tricolor Gaúcho, pelo menos, até o fim do contrato atual (Dezembro de 2018).

Esta, com toda certeza, era a notícia mais aguardada pelos gremistas - já que o título parecia estar reservado aos tricolores, apesar de todo respeito que se deve reservar à qualquer adversário (em especial ao Brasil-PEL e sua apaixonada torcida Xavante).

O Campeonato Gaúcho era (há anos) uma prioridade para o Grêmio, mas nas últimas edições (ou por mau planejamento, ou por baixo nível de concentração da equipe, ou por baixo rendimento, ...) o clube tricolor teve que apenas assistir aos rivais erguerem o caneco. Vale lembrar que no início da competição deste ano vários (inclusive eu) apontavam para o risco do fiasco... A possibilidade de rebaixamento no Gauchão, após a temporada (brilhante, mas exaustiva) de 2017, era tema de várias crônicas e papos de bar.

Mas quando Portaluppi assumiu o compromisso de que o Grêmio iria se classificar para a próxima fase e lutar pelo título de 2018, ali todos (torcida, clube, imprensa e adversários) identificaram que o time não era campeão por acaso.

Por esse fato, pelos títulos e taças que o Grêmio ergueu sob a gestão Bolzan e o comando de Portaluppi que os gremistas torciam pela permanência de Renato.

Técnico e Direção (em sinergia) ousaram, trouxeram jogadores para suprir necessidades, mantiveram aqueles que julgavam prioridade e formaram o grupo mais equilibrado dos últimos anos; que melhor joga futebol no país (o melhor da América e o vice do mundo).

Com todas estas peças e fatos o Grêmio se candidata ainda mais para novas glórias, neste e nos próximos anos. Afinal, há quanto tempo que o Tricolor não era 100% no primeiro semestre da temporada?

quinta-feira, 22 de março de 2018

Uma postura arrogante que quase custa caro para o Tricolor, no Gauchão.


Todos sabem (ou ao menos deveriam saber) que o momento do Grêmio é melhor do que o do Internacional. Mas um resultado positivo no jogo de ida, pelas semifinais do campeonato gaúcho, poderia ser um “veneno” contra o próprio “predador”: o Grêmio.

Se o time do Renato tive entrado para ganhar o jogo, deixando de lado a vantagem (de 3 a zero) conquistado no jogo anterior, a partida disputada no Gre-Nal 415 teria sido diferente. O Grêmio correria riscos, mas a concentração em busca do gol e a determinação em evitar as ofensivas coloradas teriam sido maiores. Ao contrário disso, independentemente de apontar “erros” na escalação gremista, o time de Renato abafou o Inter nos primeiros 10 ou 15min da primeira etapa – empurrando o Colorado para a meta de Marcelo Lomba, e depois acomodou-se na sua intermediária defensiva, e assim, chamando o time de D’Alessandro e Odair Hellmann por gol de Marcelo Grohe.

É claro que para fazer um ou mais gols um time tem que atacar, persistir, provocar o erro, mas também precisa ter sorte, e eis que um pênalti infantil, nos minutos finais do primeiro tempo, se torna o fator de sorte colorada.

Mas mesmo sofrendo o gol, tendo tempo para rever a estratégia no intervalo, além de ter mais time (em melhor momento na atualidade), o Grêmio continua esperando o adversário, errando contra-ataques (os poucos que criou) e sofreu o segundo e perigosíssimo gol. Em uma falta próxima da área, com um exímio cobrador de bola parada, não poderia o Grohe ter posto apenas 2 homens na barreira. Custou o gol da esperança colorada, e do desespero tricolor.

Verdade que o Grêmio teve poucos, mas teve, pontos positivos no clássico (contanto com o jogo de ida)... Mas o que fica é o resultado final (de 2 a zero , hoje, para o Internacional), a classificação gremista para a próxima fase do Gauchão, e o principal: a lição de que não existe jogo jogado; não existe melhor ou pior antes do apito final. Existe quem busca a vitória e nessa noite o Inter fez este papel. Bom para sua torcida que teve um alento dentre tantas turbulências; mas também afirmo que foi bom para o Grêmio (diretoria, comissão e atletas) aprender que não dá mais para jogar com o regulamento de baixo do braço e querer ostentar os títulos recentes, principalmente diante de uma equipe sofrida que batalha dia a dia pela redenção, para a qual uma vitória diante de sua torcida e sobre o maior rival é como um título há tempos não conquistado.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Você sabe quem é o "principal culpado" pela atual fase (de campeão) do Tricolor Gaúcho? (Parte II)

por Marcelo Pochmann

Quando você pensa que o Grêmio campeão voltou? Lembra como essa fase teve início?

Logo que o presidente Romildo Bolzan Jr. assumiu o clube e fez uma "limpa" no que vinha sendo praticado pelas direções anteriores, poucos acreditaram que o Grêmio - que estava amargando um jejum enorme de títulos - poderia se reerguer com um folha salarial enxugada e com contratação de pouco pra médio impacto (sem estrelões).

No decorrer disto, algumas desclassificações por baixo rendimento do time em campo, dúvidas no comando técnico, divergências entre diretores... Até a saída do Felipão e a contratação de uma aposta para o cargo: Roger Machado.

O treinador, bancado no cargo por um bom tempo pelo presidente - que confiou no seu trabalho, quase foi para a final do Gauchão, quase levou o Grêmio para as quartas da Libertadores - após ser o melhor brasileiro na fase de grupos... Teve um bom aproveitamento durante o período e que comandou os gremistas, inclusive disputando, por rodadas, a liderança do Brasileirão. Mas não conseguiu passar do quase. O que não desmerece de forma alguma o seu potencial. porém os resultados não ajudaram, e o próprio Roger pediu pra sair.

Chegava mais uma vez o técnico Renato Portaluppi para assumir o time que (mesmo jogando o melhor futebol dos últimos tempos) era contestado por muitos. Mas Renato foi inteligente e não chegou mudando tudo. Ele aproveitou o que estava bom (herança da Era Roger), ajustou o que estava "fora do prumo" e melhorou o que ainda podia produzir mais.

Em sequência vieram contratações para formar um grupo ainda mais qualificado com jovens da base, atletas em progressão e outros que buscavam a redenção (após estarem desacreditados em seus antigos clubes). Todos sob a gestão do Presidente (e de seus pares) e a gerência de Portaluppi (e sua comissão).

Ou seja, a pergunta no título desta matéria estava errada! Na verdade não é um "culpado" pela atual fase de conquistas do Tricolor Gaúcho, em sim vários "culpados".

Assim os títulos chegaram na Arena do Grêmio! A casa do Rei de Copas; do time que conquistou a Tríplice Coroa (COPA DO BRASIL 2016, LIBERTADORES 2017 e RECOPA SUL-AMERICANA 2018), nos últimos três anos.

E que venham mais e mais títulos para alegria AZUL, BRANCO e PRETO.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Você sabe quem é o "principal culpado" pela atual fase (de campeão) do Tricolor Gaúcho? (Parte I)

por Marcelo Pochmann

Você lembra que na Era do técnico Roger Machado, no comando do Grêmio, o goleiro Marcelo Grohe (um tanto contestado por muitos) era apontado como um dos motivos pela falta de títulos nos últimos anos?!

Grohe passou por maus momentos, mesmo quando demostrava reconhecimento e titularidade...

Na primeira partida dele, sob o comando de Renato, pela Copa do Brasil 2016, Grohe falhou no gol sofrido nos 90' do jogo de volta, contra o Atlético Paranaense e o resultado levou a decisão para os pênaltis. Naquele momento começava, enfim, a Era de "MilaGrohe"! Pois para as grandes conquistas é necessário que a equipe tenha grandes heróis, e ao defender a penalidade que classificou o Tricolor para a fase seguinte da competição Marcelo mostrou para todos que ele era capaz.

No decorrer dos jogos, assim como todo o grupo, Grohe esteve focado e dedicado em busca do resultado - fechando a meta, e o time quebrou os 15 anos de jejum sem uma taça de importância.

No ano seguinte, a Libertadores foi se tornando um sonho possível a cada defesa milagrosa desse goleiro... (Lembra àquela contra o Ariel, no Equador? Tem a mais emblemática daquele ano).

E na Recopa, quando acionado fez sua parte - já que os cobradores de pênalti foram 100% em suas conclusões, e, assim, ele precisava defender apenas uma das cobranças dos adversários.

Se o Grêmio está erguendo Taças e colecionando novas conquistas, muito disso é culpa dele: Marcelo Grohe - o goleiro das defesas indefensáveis!

domingo, 2 de julho de 2017

Remador gaúcho campeão da Henley Royal Regatta



Hoje, no horário de 12:30 do Brasil, o remador Francisco Bulhões Mendes, do Clube de Regatas Guaíba Porto Alegre - GPA, levou o primeiro lugar do 4+ na Henley Royal Regatta 2017 disputada , em Londres. 

Henley notabilizou-se por sediar a primeira edição, em 1839, da Boat Race, a famosa corrida de barcos a remo entre universidades de Cambridge e Oxford. Atualmente, Henley é um centro de remo famoso mundialmente e todos os anos, no verão, ali se realiza a Henley Royal Regatta, um importante evento no calendário social das classes média e alta da Inglaterra.



Confira o vídeo da prova (prova começa com 5:08 min):



Fernando Holderbaum

terça-feira, 13 de junho de 2017

Campeonato Europeu Remo 2017




O herói local Ondrej Synek, da República Tcheca, mostrou-se grandioso e não decepcionou quando correu o “single skiff”, liderando do início ao fim. O medalhista de prata olímpico Damir Martin, da Croácia, tomou o segundo lugar enquanto o finalista olímpico Stanislau Shcharbachenia, da Bielorrússia, foi o medalhista de bronze. A Bielorrússia também tomou prata nos “single skulls” femininos quando a campeã olímpica de 44 anos, 1996 e 2000, Ekaterina Karsten, correu no final para terminar, logo atrás da Victoria Thornley, da Grã-Bretanha. Thornley foi a única medalha de ouro para a Grã-Bretanha, que no ano passado liderou a tabela de medalhas do campeonato europeu.

Este ano, foi a Itália que chegou pela primeira vez na tabela de medalhas em primeiro lugar, desde 2012. Os italianos conseguiram isso ganhando ouro no “dois sem masculino”, “four masculino” e “double masculino”. A Itália também ganhou uma prata e quatro medalhas de bronze. Em segundo lugar na tabela de medalhas foi a Romênia com três medalhas de ouro e uma prata. A Romênia voltou ao topo com o “oito feminino”, batendo a Holanda na chegada. Eles ganharam o “double feminino” com Laura Oprea e Madalina Beres, ganhando ouro nas duplas e nos oito.
Terceiro e igual na tabela de medalhas ficaram República Tcheca e a Alemanha. Ambas as nações ganharam duas medalhas de ouro e uma de bronze. Além de Synek no “single”, os checos pegaram ouro nas duplas femininas. As medalhas de ouro da Alemanha vieram no “oito masculino” e no “four feminino”.

O Campeonato Europeu de Remo está aberto às 46 federações nacionais europeias de remo, incluindo Israel. Existem 17 classes de barco (14 eventos olímpicos mais três eventos internacionais).

Em 2018, os campeonatos europeus farão parte do campeonato europeu multi esportivo, com o remo acontecendo em Glasgow, na Escócia.

Fernando Holderbaum