domingo, 2 de julho de 2017

Remador gaúcho campeão da Henley Royal Regatta



Hoje, no horário de 12:30 do Brasil, o remador Francisco Bulhões Mendes, do Clube de Regatas Guaíba Porto Alegre - GPA, levou o primeiro lugar do 4+ na Henley Royal Regatta 2017 disputada , em Londres. 

Henley notabilizou-se por sediar a primeira edição, em 1839, da Boat Race, a famosa corrida de barcos a remo entre universidades de Cambridge e Oxford. Atualmente, Henley é um centro de remo famoso mundialmente e todos os anos, no verão, ali se realiza a Henley Royal Regatta, um importante evento no calendário social das classes média e alta da Inglaterra.



Confira o vídeo da prova (prova começa com 5:08 min):



Fernando Holderbaum

terça-feira, 13 de junho de 2017

Campeonato Europeu Remo 2017




O herói local Ondrej Synek, da República Tcheca, mostrou-se grandioso e não decepcionou quando correu o “single skiff”, liderando do início ao fim. O medalhista de prata olímpico Damir Martin, da Croácia, tomou o segundo lugar enquanto o finalista olímpico Stanislau Shcharbachenia, da Bielorrússia, foi o medalhista de bronze. A Bielorrússia também tomou prata nos “single skulls” femininos quando a campeã olímpica de 44 anos, 1996 e 2000, Ekaterina Karsten, correu no final para terminar, logo atrás da Victoria Thornley, da Grã-Bretanha. Thornley foi a única medalha de ouro para a Grã-Bretanha, que no ano passado liderou a tabela de medalhas do campeonato europeu.

Este ano, foi a Itália que chegou pela primeira vez na tabela de medalhas em primeiro lugar, desde 2012. Os italianos conseguiram isso ganhando ouro no “dois sem masculino”, “four masculino” e “double masculino”. A Itália também ganhou uma prata e quatro medalhas de bronze. Em segundo lugar na tabela de medalhas foi a Romênia com três medalhas de ouro e uma prata. A Romênia voltou ao topo com o “oito feminino”, batendo a Holanda na chegada. Eles ganharam o “double feminino” com Laura Oprea e Madalina Beres, ganhando ouro nas duplas e nos oito.
Terceiro e igual na tabela de medalhas ficaram República Tcheca e a Alemanha. Ambas as nações ganharam duas medalhas de ouro e uma de bronze. Além de Synek no “single”, os checos pegaram ouro nas duplas femininas. As medalhas de ouro da Alemanha vieram no “oito masculino” e no “four feminino”.

O Campeonato Europeu de Remo está aberto às 46 federações nacionais europeias de remo, incluindo Israel. Existem 17 classes de barco (14 eventos olímpicos mais três eventos internacionais).

Em 2018, os campeonatos europeus farão parte do campeonato europeu multi esportivo, com o remo acontecendo em Glasgow, na Escócia.

Fernando Holderbaum





sexta-feira, 10 de junho de 2016

Guia de seleções da Eurocopa 2016

Por Thiago Fettermann
 
A Eurocopa será disputada na França entre 10 de junho e 10 de julho. As cidades que receberão o torneio são: Bordeaux, Lens, Villeneuve-d’Ascq, Lyon, Marseille, Nice, Paris, Saint-Etienne e Tolouse. Será a terceira vez que a França sediará o torneio. Nas outras oportunidades, 1960 e 1984. O campeão garantirá uma vaga para a Copa das Confederações, que será disputada na Rússia em 2017. Caso Rússia ou a Alemanha vençam o torneio, o vice irá disputar a Copa das Confederações. A Espanha venceu as últimas duas edições da Eurocopa, em 2012 e 2008.
                                                              
Grupo A
Albânia - França - Romênia - Suíça
Tabela de jogos
Albânia x Suíça 11/6 Stade Felix-Bollaert (Lens) 10h
França x Romênia 10/6 Stade de France (Saint-Denis) 16h
Romênia x Suíça 15/6 Parc des Princes (Paris) 13h
França x Albânia 15/6 Velódrome (Marseille) 16h
Suíça x França 19/6 Pierre-Mauroy  (Lille) 16h
Romênia x Albânia 19/6 Stade des Lumières (Lyon) 16h

Albânia
A Albânia garantiu pela primeira vez em sua história uma vaga para a fase final da Eurocopa. Esse surpreendente país do sudeste europeu, de apenas três milhões de habitantes, superou seleções tradicionais do futebol europeu, como a Dinamarca, campeã européia em 1992, e a Sérvia que ganhou duas vezes a Eurocopa como Iuguslávia em 1960 e 1968. 

Os Bálcãs são treinados pelo italiano Gianni de Biasi. O esquema preferido do italiano é o 4-1-4-1. E não foge muito disso. De Biasi não é muito de variar o esquema tático. A seleção albanesa levou poucos gols nas Eliminatórias, apenas cinco, em oito partidas. Também, fez poucos gols, dez. A vitória que classificou os Bálcãs diretamente para a Eurocopa foi, fora de casa, contra a Armênia, três a zero. Outro resultado de destaque dos albaneses nas Eliminatórias foi um empate contra Portugal, 0-0 em Malta.

Lorik Cana é o jogador com mais jogos nos Bálcãs, 87. Volante de origem e agora zagueiro, Cana tem passagem pelo futebol italiano, Lazio, e joga atualmente no Nantes, da França. A base da Seleção Albanesa é proveniente de jogadores que jogam na Itália, Suíça e Alemanha. Hamdi Salihi é jogador com mais gols, atualmente, o atacante já coleciona 11 gols pelos Bálcãs e Erjon Bogdani é maior goleador de todos os tempos com 19 gols. A Albânia ocupa a posição de número 45º no ranking da FIFA. A expectativa na Eurocopa é fazer um papel digno, ou seja, por ser a primeira participação e por se tratar de um futebol com pouca tradição no cenário europeu e mundial, os albaneses estariam satisfeitos em não perder as três partidas.

Convocação

Treinador: Gianni de Biasi
Goleiros: Etrit Berisha (Lazio), Alban Hoxha (Partizani), Orges Shehi (Skënderbeu).

Defensores: Lorik Cana (Nantes), Arlind Ajeti (Frosinone), Mërgim Mavraj (Colonia), Elseid Hysaj (Napoli), Ansi Agolli (Qarabağ), Frederic Veseli (Lugano), Naser Aliji (Basel)

Meias: Ledjan Memushaj (Pescara), Ergys Kaçe (PAOK), Andi Lila (Giannina), Migjen Basha (Como), Odise Roshi (Rijeka), Burim Kukeli (Zürich), Ermir Lenjani (Nantes), Taulant Xhaka (Basel), Armir Abrashi (Freiburg)

Atacantes: Bekim Balaj (Rijeka), Sokol Çikalleshi (Medipol Baksasehir), Armando Sadiku (Vaduz), Shkëlzen Gashi (Colorado Rapids)                                                 
França
Os Bleus são, sem dúvida, um dos grandes favoritos para conquistar pela terceira vez a Eurocopa em sua história e dessa vez com um gosto especial de jogar a competição em seu país. A geração de jogadores é excelente tanto em qualidade como em a quantidade. Só para o meio de campo, o técnico Didier Deschamps, ex-jogador e capitão no título mundial francês em 1998 têm entre os selecionáveis Paul Pogba, destaque da Juventus-ITA, N’Golo Kanté, destque do Leicester-ING e considerado por muitos especialista do mundo do futebol como o melhor jogador da última Premier League, Yohan Cabaye, do Crystal Palace, Moussa Sissoko do Newcastle e Blaise Matuidi, destaque do PSG. Ou seja, boas opções não faltam. Talvez, as maiores preocupações seja o setor defensivo, bastante desfalcado devido ausências dos zagueiros titulares Varane e Sakho. Nas laterais, a experiência de Evra e Sagna. Não comprometem e agregam em experiência ao time. Do meio para frente, muito forte. Griezmann e Payet em excelente fase, próprio Giroud, que tem missão de substituir o titular Benzema, cortado devido a atos de indisciplina. No gol, experiência e qualidade de LLoris, goleiro do Tottenham-ING. Enfim, talento de sobra. Acredito que pelo fato de jogarem em casa e com a fase inconstante de Alemanha e Espanha, a França leva o caneco.

Lista dos 23 convocados:
Goleiros: Hugo Lloris (Tottenham/Ing), Steve Mandanda (Marselha) e Benoit Costil (Rennes)
Defesas: Laurent Koscielny (Arsenal/Ing), Eliaquim Mangala (Manchester City/Ing), Patrice Evra (Juventus/Ita), Bacary Sagna (Manchester City/Ing), Umiti (Lyon-FRA), Rami (Valencia-ESP), Lucas Digne (Roma/Ita) e Christophe Jallet (Lyon).
Meio-campistas: Paul Pogba (Juventus/Ita), Blaise Matuidi (Paris Saint-Germain), Schneiderlein (Manchester United-ING), N'Golo Kante (Leicester City/Ing), Yohan Cabaye (Crystal Palace/Ing) e Moussa Sissoko (Newcastle United/Ing).
Atacantes: Antoine Griezmann (Atletico Madrid/Esp), Dimitri Payet (West Ham United/Ing), Anthony Martial (Manchester United/Ing), Kingsley Coman (Bayern Munich/Ale), Olivier Giroud (Arsenal, Ing) e Andre-Pierre Gignac (Tigres UANL/Mex).
Romênia
A Romênia garantiu classificação à Euro após ficar em segundo no Grupo F das Eliminatórias. Aproveitou-se da má fase da Seleção Grega, campeã da Eurocopa em 2004, e até então favorita do Grupo F, mas que acabou ficando na lanterna. Os romenos fizeram a melhor campanha em Eurocopa em 2000, quando conquistaram a sétima colocação do torneio. A seleção do leste europeu chega na França em boa fase. Estão invictos desde 2014. São 18 jogos de invencibilidade, incluindo jogos contra Itália e Espanha. Os romenos também foram a defesa menos vazada das Eliminatórias, com apenas dois gols sofridos em 10 partidas.
A Romênia atualmente ocupa a décima nona colocação do ranking da Fifa. Foram sete participações em Copa do mundo e cinco em Eurocopas ao longo de sua história. Georghe Hagi e Adrian Mutu foram os jogadores que marcaram gols pela Seleção Romena: 35 gols. Gheroge Hagi integrou a seleção mais marcante que a Romênia já produziu. Em 1994, nos Estados unidos, os romenos chegaram as quartas de final da Copa do Mundo, melhor campanha romena da história, em Mundiais.E muito graças ao talento de Hagi, o ‘’Maradona dos Cárpatos’’. Popescu, era outro grande líder técnico daquele time, além dos atacantes Raduciuoiu e Dumitrescu. O grande nome do futebol romeno atual é Vlad Chiriches, zagueiro do Napoli-ITA. O técnico que vai comandar a Romênia na França é Anghel Iordanescu, o mesmo, que treinou os romenos na explêndida campanha no Mundial dos Estados Unidos em 1994. A expectativa dos romenos na Eurocopa é chegar nas oitavas de final como umas do melhores terceiros colocados dos grupos da primeira fase.                              
Convocação
Goleiros: Ciprian Tatarusanu (Fiorentina/ITA), Costel Pantilimon (Watford/ING) e Silviu Lung (Astra Giurgiu/ROM).
Defesas: Cristian Sapunaru (Pandurii /ROM), Alexandru Matel (Dínamo Zagreb/CRO), Vlad Chiriches (Nápoles/ITA), Valerica Gaman (Astra Giurgiu/ROM), Dragos Grigore (Al-Sailiya/QAT), Cosmin Moti (Ludogorets /BUL), Razvan Rat (RayoVallecano/ESP) e Steliano Filip (Dinamo Bucarest/ROM).                                                                                                   
Meias: Mihai Pintilii (Steaua Bucarest/ROM), Ovidiu Hoban (Hapoël Beer Sheva/ISR), Andrei Prepelita (Ludogorets /BUL), Adrian Popa, Alexandru Chipciu, Nicolae Stanciu (Steaua Bucarest/ROM), Gabriel Torje (Osmanlispor/TUR) e Lucian Sânmartean (Al Ittihad/Arábia Saudita).                                                                                                             
Atacantes: Claudiu Keseru (Ludogorets/BUL), Bogdan Stancu (Genclerbirligi/TUR), Florin Andone (Cordoba/ESP) e Denis Alibec (Astra Giurgiu/ROM).
Suíça
O técnico Vladimir Petkovic é sucessor do lendário Ottmar Hitzfield, que é o grande responsável pela evolução do futebol suíço dos últimos tempos. O alemão ajudou muito futebol suíço evoluir tanto na evolução tática como no lançamento de jovens jogadores. Os suíços garantiram classificação para Euro 2016 após ficar em segundo lugar, no Grupo E, das eliminatórias. Na França buscam chegar as quartas de final. A Suíça vai para sua quarta participação em Eurocopa. Nas outras ocasiões em que estiveram presentes, foram eliminados logo na primeira fase da competição em 1996, 2004 e 2008.

A Suíça ocupa a décima quarta colocação no Ranking da FIFA. Foram dez participações em Mundiais. Os suíços fizeram boa campanha nas últimas duas Copas do Mundo, 2014 e 2010, quando foram eliminados nas oitavas de final. Foram as melhores campanhas em Copas do Mundo, desde 1954, quando fizeram melhor campanha em Copa do Mundo. Naquela ocasião, chegaram as quartas de final.

Time Base (4-2-3-1): Sömmer, Lichsteiner, Schär, Djorou e Ricardo Rodriguez; Behrami, Dzemaili; Shaqiri, Xhaka, Mehmedi; Seferovic. Técnico: Vladimir Petkovic.

Os 23 convocados da Suíça
Goleiros: Yann Sommer (Borússia Monchengladbach/Ale), Roman Bürki (Borússia Dortmund/Ale) e Marwin Hitz (Augsbourg/Ale).

Defesas: Johan Djourou (Hamburgo/Ale), Nico Elvedi (Borússia Mönchengladbach/Ale), Michael Lang (FC Basileia), Stephan Lichtsteiner (Juventus/ITA), François Moubandje (Toulouse/Fra), Ricardo Rodriguez (Wolfsburg/Ale), Fabian Schar (Hoffenheim/Ale) e Steve von Bergen (Young Boys).

Meio-campistas: Valon Behrami (Watford/Ing), Blerim Dzemaili (Génova/Ita), Gelson Fernandes (Rennes/Fra), Fabian Frei (Mayence/Ale), Granit Xhaka (Arsenal/Ing) e Denis Zakaria (Young Boys).

Atacantes: Eren Derdiyok (Kasimpasa Istanboul/Tur), Breel Embolo (FC Basileia), Admir Mehmedi (Bayer Leverkusen/Ale), Xherdan Shaqiri (Stoke City/Ing), Haris Seferovic (Eintracht Franckfurt/Ale) e Shani Tarashaj (Everton/Ing).

Grupo B
Eslováquia - País de Gales – Inglaterra - Rússia
Tabela de jogos:
País de Gales x Eslováquia – Sábado - 11/06 - Stade de Bordeaux - 13h
Inglaterra x Rússia – Sábado – 11/06 – Velódrome (Marseille) – 16h
Rússia x Eslováquia – Quarta- 15/06 – Pierre Mauroy (Lille) – 10h
Inglaterra x País de Gales – Quinta – 16/06 –Stade Felix Bollaert (Lens) – 10h
Eslováquia x Inglaterra – Segunda – 20/06 – Geoffrey Guichard (Saint Etienne) – 16h
Rússia x País de Gales – Segunda – 20/06 – Municipal de Tolouse – 16h

Eslováquia
A Eslováquia conquistou vaga na Euro 2016 após ficar em segundo no Grupo C das Eliminatórias. Foi superada pela França, ficou a frente da Ucrânia, e assim, evitou a repescagem. Os eslovacos conquistaram vinte e dois pontos em dez partidas, com sete vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. Aproveitamento de 73,33%. Marek Hamsik, meia do Napoli-ITA, e Skrtel, zagueiro do Liverpool-ING, são os principais destaques individuais da Eslováquia. Adepto do estilo defensivista e de contra-ataque, o técnico Jan Kozac, deixou de fora o ídolo e artilheiro, Robert Vittek. O atacante de 34 anos, 88 jogos e 23 gols pela seleção, está fora da Eurocopa 2016 devido a uma lesão grave que sofreu recentemente. A seleção do leste europeu disputa sua primeira Euro como país independente. Na era de Tchecoslováquia, foi campeã, em 1976. Esteve presente na Copa do Mundo de 2010, quando chegou as oitavas de final, perdendo apenas na prorrogação para a Holanda. 
 
A Eslováquia não terá vida fácil na primeira fase. A Inglaterra é a principal favorita no Grupo B. Caberá aos eslovacos, superarem Russos e Galeses e lutarem, por no mínimo, o terceiro lugar do Grupo. Se chegarem as oitavas de final já será um feito.

Time Base (4-2-3-1): Kozacik; Pekarik, Skrtel, Hubocan, Gyomber; Pecovsky, Weiss, Kucka, Hamsik, Mak; Nemec.

Treinador: Ján Kozák.

Goleiros: Matúš Kozáčik (Viktoria Plzeň), Ján Mucha (Slovan Bratislava), Ján Novota (Rapid Wien).

Defensores: Peter Pekarík (Hertha Berlin), Milan Škriniar (Sampdoria), Martin Škrtel (Liverpool), Norbert Gyömbér (Roma), Ján Ďurica (Lokomotiv Moskva), Kornel Saláta (Slovan Bratislava), Tomáš Hubočan (Dinamo Moskva), Dušan Švento (Köln).

Meias: Marek Hamšík (Napoli), Juraj Kucka (AC Milan), Miroslav Stoch (Bursaspor), Vladimír Weiss (Al-Gharafa), Róbert Mak (PAOK), Patrik Hrošovský (Viktoria Plzeň), Ján Greguš (Jablonec), Viktor Pečovský (Žilina), Stanislav Šesták (Ferencváros), Ondrej Duda (Legia Warszawa).

Atacantes: Michal Ďuriš (Viktoria Plzeň), Adam Nemec (Willem II).

País de Gales
País de Gales fez a segunda melhor campanha no Grupo B nas eliminatórias. Após 10 partidas, venceu seis, empatou três e perdeu uma. Os Galeses fizeram 11 gols, sete deles marcados pelo Galático do Real Madrid-ESP, Gareth Bale. A defesa foi sólida. Liderada pelo zagueiro do Swansea, Ashley Willians, sofreu apenas quatro gols, e foi uma das melhores defesas das Eliminatórias. Aaron Ramsey, do Arsenal, e Joe Ledley, do Crystal Palace, são outras peças fundamentais no time treinado por Chris Coleman. País de Gales quebra um jejum de 58 anos fora da disputa das fases finais de competições importantes. A última aparição dos galeses aconteceu na Copa do Mundo de 1958 na Suécia.
O treinador Chris Coleman está entusiasmado com a primeira participação do País de Gales em uma fase final de Eurocopa: “Não queríamos a Inglaterra, pois eles são um time fantástico. Nós também temos uma boa equipe e será uma grande ocasião, uma honra ficar ao lado de Roy Hodgson, a quem conheço há muitos anos. A atmosfera estará absolutamente elétrica. Rússia e Eslováquia são obviamente bons times, é um grupo interessante para todos, os jogos serão muito bons. Sinto orgulho”.

O País de Gales pode ser considerado a segunda força do Grupo B. E ainda há um fato positivo para o duelo contra os Ingleses, principais adversários na primeira fase. O fato de todos os jogadores galeses atuarem na Premier League, com exceção do goleiro reserva, Williams, que atua no futebol escocês. Com Bale inspirado, Gales pode sonhar quem sabe, em chegar as oitavas de final.

Convocados
Goleiros: Wayne Hennessey (Crystal Palace), Daniel Ward (Liverpool) e Owain Fôn Williams (Inverness Caledonian Thistle).

Defensores: Chris Gunter (Reading), James Chester (West Bromwich), Ashley Williams (Swansea), Ben Davies (Tottenham Hotspur), Neil Taylor (Swansea), James Collins (West Ham) e Jazz Richards (Fulham).

Meio-campistas
: Joe Allen (Liverpool), Joe Ledley (Crystal Palace), Aaron Ramsey (Arsenal) e Andy King (Leicester), David Edwards (Wolverhampton Wanderers), Jonny Williams (Crystal Palace), David Vaughan (Nottingham Forest) e George Williams (Fulham).

Avançados: Gareth Bale (Real Madrid), Hal Robson-Kanu (Reading), Sam Vokes (Burnley), Simon Church (MK Dons) e David Cotterill (Birmingham).

Inglaterra
A Inglaterra venceu o Grupo E das eliminatórias com 100% de aproveitamento. Foram dez jogos, dez vitórias, 31 gols marcados e, apenas, três gols sofridos. Campanha perfeita com o ataque mais avassalador e a defesa menos vazada de toda a eliminatória europeia. 

Os Ingleses tentam apagar a má imagem deixada na última Copa do Mundo quando caíram na primeira fase. Alguns jogadores importantes daquela Seleção farão parte da Seleção que irá disputar a Euro, como Rooney, Wilshere, Cahill, Hart, Sturridge e Henderson. A safra de jovens jogadores é boa, com Rashford, Sterling, Rose, Kane, Dier e Alli. Uma boa mescla, que junts alguns jogadores de qualidade já rodados com jovens promissores. O setor defensivo, talvez, seja o grande ponto fraco da Seleção inglesa. Gary Cahill e Chris Smalling não inspiram muita confiança e a quantidade de jogadores jovens e inexperientes, no elenco, pode pesar contra a Inglaterra. Todavia, será o primeiro grande teste dessa nova geração e dar fruto para melhores resultados na Copa da Rússia em 2018. A semifinal deve ser o limite dos ingleses na França.

Convocação
Goleiros: Joe Hart (Manchester City), Fraser Forster (Southampton) e Tom Heaton (Burnley). 

Defensores: Nathaniel Clyne (Liverpool), Kyle Walker (Tottenham), Gary Cahill (Chelsea), Chris Smalling (Manchester United), John Stones (Everton), Ryan Bertrand (Everton) e Danny Rose (Tottenham).

Meias: Dele Alli (Tottenham), Ross Barkley (Everton), Eric Dier (Tottenham), Jordan Henderson (Liverpool), Adam Lallana (Liverpool), James Milner (Liverpool), Raheem Sterling (Manchester City) e Jack Wilshere (Arsenal).

Atacantes: Harry Kane (Tottenham), Marcus Rashford (Manchester United), Wayne Rooney (Manchester United), Daniel Sturridge (Liverpool) e Jamie Vardy (Leicester).

Rússia
A Rússia fez a segunda melhor campanha no Grupo G das Eliminatórias. Fez 20 pontos em 10 jogos, com seis vitórias, dois empates, duas derrotas, 21 gols marcados e cinco gols sofridos. Foi uma boa campanha pros padrões russos dos últimos tempos. Ficou atrás da Áustria, uma Seleção que evoluiu muito nos últimos tempos e superou a Suécia, de Zlatan Ibrahimovic. Na Eurocopa terá muitas dificuldades diante de um grupo extremamente equilibrado. Como a Inglaterra deve garantir o primeiro lugar no Grupo B, os russos devem disputar a segunda ou terceira colocação com a Eslováquia e País de Gales. E não devem passar das oitavas de final, caso garantam classificação. A grande ausência será Alan Dzagoev, principal jogador russo e peça chave no título do CSKA Moscow no campeonato russo dessa temporada. Infelizmente o meia-atacante sofreu uma lesão na ultima rodada do campeonato o que acabará desfalcando a Rússia na Eurocopa. O técnico ex CSKA Moscow, Leonid Slutsky, é bastante pragmático e joga pelo resultado. 

Slutsky escala inicialmente a Rússia no 4-2-3-1. Convocou o goleiro brasileiro de 30 anos, Guilherme, formado nas categorias de base do Atlético-PR. Outro jogador naturalizado e que irá representar a Rússia na Euro é o volante Roman Neustadter do Schalke-04. Nascido na União Sovíetica em 1991 mudou-se com a família para Alemanha, onde jogou dois amistosos pela Seleção Alemã até receber o passaporte russo e poder representar o seu país de nascimento. Denis Cheryshev, meia do Real Madrid-ESP, assim como Dzagoev, também será desfalque por conta de lesão na Euro. Não devem passar das oitavas de final, caso cheguem lá.

Convocação
Goleiros: Igor Akinfeev (CSKA Moscou-RUS), Yuri Lodigin (Zenit São Petersburgo-RUS) e Guilherme (Lokomotiv Moscou-RUS).

Defensores: Sergei Ignashevich, Vasiliy Berezutskiy, Alexei Berezutsky, Georgiy Schennikov (CSKA Moscou-RUS), Igor Smolnikov (Zenit São Petersburgo-RUS), Román Neustadter (Schalke 04-ALE), Dmitri Kombarov (Spartak Moscou-RUS e Román Shishkin (Lokomotiv Moscou-RUS).

Meio-campistas: Román Shirokov, Aleksandr Golovin (CSKA Moscou-RUS); Alexander Samedov (Lokomotiv Moscou-RUS), Denís Glushakov (Spartak Moscou-RUS), Dmitri Torbinski (Krasnodar-RUS), Igor Denesov (Dínamo de Moscou-RUS), Oleg Shatov (Zenit São Petersburgo-RUS), Oleg Ivanov (Terek Grozny-RUS) e Pavel Mamaev (Krasnodar-RUS).

Atacantes: Aleksandr Kokorin, Artiom Dzyuva (Zenit São Petersburgo-RUS) e Fiôdor Smolov (Krasnodar-RUS).

Grupo C
Alemanha - Irlanda do Norte - Polônia - Ucrânia
Tabela de jogos:
Polônia x Irlanda do Norte – Domingo – 12/06 – Nice (Stade Allianz Riviera) – 13h
Alemanha x Ucrânia – Domingo – 12/06 – Lille (Stade Pierre-Mauroy) – 16h
Ucrânia x Irlanda do Norte – Quinta – 16/06 – Lyon (Stade des Lumières) – 13h
Alemanha x Polônia – Quinta – 16/06 – Saint-Denis (Stade de France) – 16h
Ucrânia x Polônia – Terça – 21/06 – Marseille (Stade Velódrome) – 13h
Irlanda do Norte x Alemanha – Terça – 21/06 – Paris (Parc des Princes) – 13h

Alemanha
A Alemanha venceu o Grupo D das eliminatórias. Foram dez partidas, sete vitórias, um empate e duas derrotas, 73,33% de aproveitamento. Venceu três títulos de Eurocopa, ao longo de sua história: 1972, 1980 e 1996. 

Acredito que a Alemanha chegará enfraquecida nessa Eurocopa, em relação a própria Alemanha. Jogadores fundamentais que ganharam a Copa de 2014 não fizeram boa temporada na Europa, por ficarem muito tempo parados, devido a lesões e queda de rendimento técnico. Maiores exemplos disso, são Mario Goetze, autor do gol do título alemão no Maracanã, Bastian Schweinsteinger, que sofreu com muitas lesões em sua primeira temporada na Premier League pelo Manchester United. Samir Khedira na Juventus que também tem problemas físicos constantes, Ilkay Gundongan, que também sofreu lesões em sua temporada no Borussia Dortmund e está fora da Euro. Sem falar no o ex-capitão e lateral Philip Lahm. O jogador abdicou de jogar na seleção alemã. 

Os resultados nas eliminatórias também não foram extraordinários em um grupo relativamente fácil. A Alemanha perdeu para a Polônia e Irlanda e empatou em casa, contra a Irlanda. Ou seja, deixou de ser aquela seleção imbatível. Sem falar, que o Joachim Low é extremamente criticado devido as suas técnicas e táticas no time. Convocou Podolski, um jogador com um belo histórico na seleção, porém em franca decadência técnica e física. Marco Reus é outro jogador importante que está fora da Eurocopa devido a uma lesão. Apesar dos pesares, acredito que a Alemanha seja finalista.

Lista de convocados
Goleiros: Manuel Neuer (Bayern de Munique), Bernd Leno (Bayer Leverkusen) e Marc-André ter Stegen (Barcelona).

Defensores: Jérôme Boateng (Bayern de Munique), Antonio Rüdiger (Roma), Emre Can (Liverpool), Jonas Hector (Colonia),  Mats Hummels (Borussia Dortmund), Shkodran Mustafi (Valência) e Benedikt Höwedes (Schalke 04).

Meio-campistas: Bastian Schweinsteiger (Manchester United), Mesut Özil (Arsenal), Toni Kroos (Real Madrid), Joshua Kimmich (Bayern de Munique), Julian Draxler (Wolfsburg), Julian Weigl (Borússia Dortmund), Sami Khedira (Juventus de Turim) e André Schürrle (Wolfsburg).

Atacantes: Mario Götze (Bayern de Munique), Thomas Müller (Bayern de Munique), Lukas Podolski (Galatasaray), Mario Gómez (Besiktas) e Leroy Sané (Schalke).

Polônia
A Polônia superou a Irlanda e garantiu o segundo lugar do Grupo D das Eliminatorias. Foram dez jogos, seis vitórias, três empates e uma derrota. A dupla de ataque Robert Lewandovski e Arkadiusz Milik foi o grande destaque da Polônia nas Eliminatórias e é grande esperança de gols na Eurocopa. Só Lewandovski, marcou 13 gols e 30, pelo Bayern de Munich na última temporada, o polonês é considerado um dos melhores da posição no mundo. No meio de campo os destaques são Kuba e Krychowiak, destaque do Sevilla, atual tri campeão da Liga Europa. Na defesa, Glik, zagueiro do Torino, é a figura mais influente. A Polônia tenta pela primeira vez em sua história passar da primeira fase de uma Eurocopa. E na teoria, é a segunda força desse Grupo D. A expectativa mínima dos poloneses é chegar as oitavas de final, dependo das circunstâncias e adversário nas oitavas de final, sonhar com umas quartas de final.

Convocados
Goleiros: Łukasz Fabiański (Swansea), Wojciech Szczęsny (Roma), Artur Boruc (Bournemouth).

Defensores: Thiago Cionek (Palermo), Kamil Glik (Torino), Artur Jędrzejczyk (Legia), Michał Pazdan (Legia), Łukasz Piszczek (Dortmund), Bartosz Salamon (Cagliari), Jakub Wawrzyniak (Lechia Gdańsk).

Meio-campistas: Jakub Błaszczykowski (Fiorentina), Kamil Grosicki (Rennes), Tomasz Jodłowiec (Legia), Bartosz Kapustka (Cracovia), Grzegorz Krychowiak (Sevilha), Karol Linetty (Lech Poznań), Krzysztof Mączyński (Wisła), Sławomir Peszko (Lechia Gdańsk), Filip Starzyński (Zagłębie Lubin), Piotr Zieliński (Empoli).

Atacantes: Arkadiusz Milik (Ajax), Robert Lewandowski (Bayern), Mariusz Stępiński (Ruch Chorzów).                                      

Irlanda do Norte
A Irlanda do Norte, de forma surpreendente, venceu o Grupo F das Eliminatórias. Superou Romênia, Hungria, Finlândia e Grécia. Disputa pela primeira vez a Eurocopa. O Grande jogador da história da Irlanda do Norte foi George Best, ídolo lendário do Manchester United na década de 60. Os Norte-Irlandeses buscam passar da primeira fase em sua primeira Eurocopa. Devem disputar a terceira posição do grupo com a Ucrânia.  O meia Davis, do Southampton e o zagueiro o Evans, ex Manchester United e atualmente no West Bromwich, são os jogadadores de maior destaque. Ambos atuam na Premier League. O forte dos norte-irlandeses é o coletivo. O duelo contra os ucranianos será decisivo, se ganharem podem almejar oitavas.

Covocação
Técnico: Michael O’Neill
Goleiros: Roy Carroll (Notts County), Michael McGovern (Hamilton) e Alan Mannus (St Johnstone).

Defensores: Jonny Evans (West Bromwich), Gareth McAuley (West Bromwich), Craig Cathcart (Watford), Aaron Hughes (Melbourne City), Conor McLaughlin (Fleetwood Town), Chris Baird (Fulham), Luke McCullogh (Doncaster), Paddy McNair (Manchester United) e Lee Hodson (Kilmarnock).


Meias: Steven Davis (Southampton), Oliver Norwood (Reading), Shane Ferguson (Millwall), Stuart Dallas (Leeds United), Niall McGinn (Aberdeen), Corry Evans (Blackburn Rovers) e Jamie Ward (Nottingham Forest).


Atacantes: Kyle Lafferty (Birmingham City), Conor Washington (QPR), Josh Magennis (Kilmarnock) e Will Grigg (Wigan).                                                                
                                                                
Ucrânia
A Ucrânia foi campeã ainda como União Soviética em 1960. Como Ucrânia disputou a Euro apenas em 2012 como país anfitrião onde marcou a despedida de seu maior jogador de todos os tempos, Andry Schevechenko, que anotou dois gols na virada e estreia ucraniana sem euros. A Ucrânia garantiu vaga na França após vencer a Eslovênia na repescagem. Konoplyanka (Sevilla-ESP) e Yarmolenko (Dinamo Kiev-UCR) são as grandes estrelas do futebol ucraniano. 

O maior empecilho ucraniano na atualidade é a crise política e a guerra civil que ocorre no leste do país desde 2014. Alguns jogadores no elenco ucraniano não se falam, por conta dessas diferenças políticas. Os ucranianos devem disputar o terceiro lugar no Grupo C com a Irlanda do Norte. Seria uma seleção para chegar as quartas de final jogando no seu limite, mas devido as circunstancias políticas e que acabam afetando em campo, a Ucrânia deve no máximo chegar as oitavas de final. O confronto contra os norte-irlandeses será decisivo e acredito que pelo momento, apostaria numa classificação norte-irlandesa.

Convocação
Goleiros: Denys Boyko (Beşiktaş), Andriy Pyatov (Shakhtar Donetsk), Nikita Shevchenko (Zorya Luhansk).

Defensores: Artem Fedetskiy (Dnipro), Mykyta Kamenyuka (Zorya Luhansk), Olexandr Kucher (Shakhtar Donetsk), Yevhen Khacheridi (Dynamo Kiev), Yaroslav Rakitskiy (Shakhtar Donetsk), Vyacheslav Shevchuk (Shakhtar Donetsk).

Meias: Denys Garmash (Dynamo Kiev), Oleksandr Karavayev (Zorya Luhansk), Viktor Kovalenko (Shakhtar Donetsk), Yevhen Konoplyanka (Sevilla), Ruslan Rotan (Dnipro), Serhiy Rybalka (Dynamo Kiev), Serhiy Sydorchuk (Dynamo Kiev), Taras Stepanenko (Shakhtar Donetsk), Anatoliy Tymoshchuk (Kairat Almaty), Oleksandr Zinchenko (FC Ufa).


Atacantes: Artem Kravets (Stuttgart), Andriy Yarmolenko (Dynamo Kiev), Roman Zozulya (Dnipro), Yevhen Seleznyov (Shakhtar Donetsk).

Grupo D
Croácia – Espanha - República Tcheca - Turquia
Tabela de jogos:
Turquia x Croácia – Domingo – 12/6 – Paris (Parc des Princes) – 10h
Espanha x República Tcheca – Segunda – 13/6 – Tolouse (Stade Municipal) – 10h
República Tcheca x Croácia – Sexta – 17/6 – Saint-Étienne (Stade Geoffroy-Guichard) – 13h
Espanha x Turquia – Sexta – 17/6 – Nice (Allianz Riviera) – 16h
Croácia x Espanha – Terça – 21/6 – Bordeaux (The Noveau Stade) – 16h
República Tcheca x Turquia – Terça – 21/6 – Lens (Stade Félix-Bollaert) – 16h

Croácia
A grande ausência será do zagueiro Lovren. O jogador exigiu que o treinador Ante Cacic o escalasse como titular na Eurocopa. O pedido foi rejeitado e o jogador não foi convocado. A Croácia ficou em segundo no Grupo H das Eliminatórias sendo superada pela Itália. A Croácia conta com um meio campo de talento. Halilovic menino prodígio do Barcelona de apenas 17 anos e Mateo Kovacic do Real Madrid-ESP de 20 anos são o futuro. Luka Modric e Ivan Rakitic, estrelas do Real Madrid-ESP e Barcelona-ESP, são o presente. Marcelo Brozovic, destaque da Inter de Milão na última temporada já é alvo do Real Madrid para a próxima temporada. E equipe italiana pediu 35 milhões de euros para liberar o volante para a Espanha. No ataque, a Croácia conta com os gols do artilheiro Mandzkukic, da Juventus da Italia. 

No papel a Seleção Croata tem, no mínimo, condições de chegar as quartas de final. Dependendo dos adversários, alcançar a semifinal seria uma proeza. O meio de campo é um dos melhores do mundo, com as presenças dos talentosos Rakitic e Modric, do bom Brozovic, e ainda, com os promissores Kovacic e Halilovic. O ataque é perigoso, com Mandzukic e Perisic. A defesa, apesar da ausência de Lovren, é sólida com Vida e Corluka. Mas, o problema é o técnico Ante Cacic que ainda não conseguiu desenvolver o melhor do seu trabalho. O técnico é o sucessor de Slaven Bilic, atual técnico do West Ham e que fez um trabalho muito bom na Seleção Croata. Bom, a Croácia tem time para chegar as quartas de final e se jogarem muito, semifinal.

Convocação
Goleiros: Danijel Subašić (Mónaco), Lovre Kalinić (Hajduk Split) e Ivan Vargić (Rijeka).

Defensores: Darijo Srna (Shakhtar Donetsk), Vedran Ćorluka (Lokomotiv de Moscou), Domagoj Vida (Dínamo de Kiev), Ivan Strinić (Nápoles), Gordon Schildenfeld (Dinamo Zagreb), Šime Vrsaljko (Sassuolo) e Tin Jedvaj (Bayer Leverkusen).


Meias: Luka Modrić (Real Madrid), Ivan Rakitić (Barcelona), Ivan Perišić (Inter), Mateo Kovačić (Real Madrid), Milan Badelj (Fiorentina), Marcelo Brozović (Inter), Marko Rog (Dinamo Zagreb) e Ante Ćorić (Dinamo Zagreb).


Atacantes: Mario Mandžukić (Juventus), Nikola Kalinić (Fiorentina), Andrej Kramarić (Hoffenheim), Marko Pjaca (Dinamo Zagreb) e Duje Čop (Málaga).
                                                         
Espanha
A Espanha fez uma eliminatória tranquila. Com, apenas, uma derrota, garantiu a primeira colocação do Grupo C e superou a Eslováquia, que terminou na segunda colocação. Os espanhóis venceram nove jogos nas eliminatórias, onde obtiveram 90% de aproveitamento. Campeã européia em 2008 e 2012 e campeã mundial em 2010 a Espanha perdeu o status de melhor do mundo desde a Copa de 2014, quando fez campanha desastrosa e foi eliminada logo na primeira fase. Vicente Del Bosque seguiu no cargo sob muita pressão e contestação. Realmente essa Espanha não inspira muita confiança. No último amistoso em Getafe, preparatório para a Copa, derrota histórica para a Geórgia, o que escancarou os problemas no time de Del Bosque, como um time bagunçado, pouco criativo e desorientado.

Algumas ausências na convocação do técnico Vicente Del Bosque são inexplicáveis. Como, por exemplo, o atacante Diego Costa, que apesar de não viver um bom momento no Chelsea, ainda é o principal atacante da Seleção Espanhola e que jogou boa parte das Eliminatórias como titular. Fernando Torres, que terminou a temporada de titular no Atlético de Madrid e fazendo gols importantes, também não foi lembrado por Del Bosque. Juan Mata, um dos melhores meias-atacantes do mundo e de boa temporada no Manchester United e o promissor centroavante Paco Alcácer, do Valencia, são outras ausências sentidas da convocação de Del Bosque.

Outra escolha polêmica do técnico é a do goleiro Iker Casillas. O veterano goleiro, que já não vive seus melhores momentos da carreira, há algum tempo, foi convocado e deve disputar posição com De Gea, um dos melhores da posição atualmente no mundo. Seria uma injustiça com o goleiro do Manchester United, pois vem de ótimas temporadas no clube inglês, enquanto que o veterano goleiro Casillas, colecionou falhas nos últimos anos, tanto nos clubes quem que passou (Real Madrid e Porto) quanto na seleção espanhola, de péssima campanha na última Copa do Mundo.  Javi Martínez, zagueiro-volante do Bayern de Munich-ALE, também não foi lembrado por Del Bosque, sendo preterido por Marc Bartra, zagueiro muito contestado no Barcelona-ESP e agora vai jogar na Alemanha na próxima temporada, no Borussia Dortmund.

Destaque positivo na convocação de Del Bosque, o atacante Nolito, que fez boa temporada na Liga BBVA. Jogador do Celta de Vigo. Acho que a Espanha para nas quartas de final. Não vive bom momento.

Convocação
Goleiros: Casillas (FC Porto), De Gea (Manchester United) e Sergio Rico (Sevilha).

Defensores: Juanfran (Atlético de Madrid), Sergio Ramos (Real Madrid), Piqué (Barcelona), Alba (Barcelona), Bartra (Dortmund), Azpilicueta (Chelsea),Mikel San José (Athletic Bilbao) e Bellerín (Arsenal).

Meio-Campistas: Busquets (Barcelona), Bruno Soriano (Villarreal), Koke (Atlético Madrid), Thiago Alcântara (Bayern Munique), Iniesta (Barcelona), David Silva (Manchester City) e Cesc Fábregas(Chelsea).

Atacantes: Aduriz (Athletic Bilbao), Pedro (Chelsea), Nolito (Celta), Morata (Juventus) e Lucas Vázquez (Real Madrid).

República Tcheca
A República Tcheca foi líder no Grupo A das Eliminatórias. Eliminou a Holanda. Fez 22 pontos em 10 partidas, com sete vitórias, um empate e duas derrotas. Marcou 19 gols e sofreu 14. Os destaques da seleção do técnico Pavel Vrba são o goleiro Petr Cech e o meia Rosicky, ambos jogadores do Arsenal. Cech é um dos melhores da posição e o pequeno Mozart, como é conhecido na República Tcheca, Rosicky, já têm 35 anos e estava treinando no time reserva do Arsenal. Já com contrato se encerrando o jogador segue com o futuro indefinido no clube inglês, porém na Seleção, segue como peça chave do técnico Pavel Vrba. 

Os melhores momentos da República Tcheca foram ainda quando era unificada com a Eslováquia até então Tchecoslováquia, chegou a dois vices campeonatos Mundiais, Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 1980 e campeão Europeu em 1976. A partir de 1994, quando a Fifa oficializou a seperação com a Eslováquia, a República Tcheca chegou a um vice-campeonato logo no primeiro Europeu de Londres de 1996, Pavel Nedved e Poborsky eram as estrelas daquele time. Em 2004 foram semifinalistas perdendo para Grécia na prorrogação, último suspiro da geração de Nedved e Poborsky. Acho os tchecos uma seleção forte, fizeram melhor campanha em um grupo complicado nas eliminatórias com Turquia, Holanda e Islândia e as quartas de final deve ser o limite da seleção de Pavel Vrba.

Convocação
Goleiros: Petr Čech (Arsenal), Tomáš Vaclík (Basel), Tomáš Koubek (Slovan Liberec).

Defensores: Theodor Gebre Selassie (Werder Bremen), Roman Hubník (Viktoria Plzeň), Pavel Kadeřábek (Hoffenheim), Michal Kadlec (Fenerbahçe), David Limberský (Viktoria Plzeň), Daniel Pudil (Sheffield Wednesday), Tomáš Sivok (Bursaspor), Marek Suchy (Basel)

Meias: Vladimír Darida (Hertha Berlin), Bořek Dočkal (Sparta Praga), Daniel Kolář (Viktoria Plzeň), Ladislav Krejčí (Sparta Praga), David Pavelka (Kasımpaşa), Jaroslav Plašil (Bordeaux), Tomáš Rosický (Arsenal), Jiří Skalák (Brighton), Josef Šural (Sparta Pragta).


Atacantes: David Lafata (Sparta Praga), Tomáš Necid (Bursaspor), Milan Škoda (Slavia Praga)

Turquia
A Turquia se destacou nas Eliminatórias por ser a grande vilã da Holanda. Em jogo decisivo em Istambul os turcos, em confronto direto, eliminaram os holandeses e garantiram uma vaga na Eurocopa com vitória de 2 a 0. Arda Turan, meio-campista do Barcelona, é a grande do futebol turco. Çalhanoglu, meia-atacante do Bayer Leverkusen, e Burak Yilmaz, atacante do Beijing Guoan, são coadjuvantes perigosíssimos. A melhor campanha da Turquia em Eurocopas foi em 2008, quarto lugar. Grupo D equilibradíssimo, onde qualquer uma das quatro Seleções, inclusive a Espanha, que é tida como uma das favoritas, para ganhar a Eurocopa. As quatro seleções do Grupo D brigam por duas ou três vagas para as oitavas de final. Acredito que a Turquia ficará na segunda ou terceira colocação do Grupo e não passa das oitavas de final.
   
Fatih Terim pré convocou os seguintes jogadores:
Goleiros: Harun Tekin (Bursaspor), Onur Kıvrak (Trabzonspor), Volkan Babacan (İstanbul Başakşehir).

Defensores: Gökhan Gönül (Fenerbahçe), Şener Özbayraklı (Fenerbahçe), Ahmet Çalık (Gençlerbirliği), Hakan Balta (Galatasaray), Mehmet Topal (Fenerbahçe), Semih Kaya (Galatasaray), Caner Erkin (Fenerbahçe), İsmail Köybaşı (Beşiktaş).

Meias: Emre Mor (Nordsjælland), Volkan Şen (Fenerbahçe), Hakan Çalhanoğu (Bayer Leverkusen), Nuri Şahin (Borussia Dortmund), Oğuzhan Özyakup (Beşiktaş), Ozan Tufan (Fenerbahçe), Selçuk İnan (Galatasaray), Arda Turan (Barcelona), Olcay Şahan (Beşiktaş)


Atacantes: Burak Yılmaz (Beijing Guoan), Cenk Tosun (Beşiktaş), Yunus Mallı (Mainz).

Grupo E
Bélgica - Irlanda - Itália - Suécia
Tabela de jogos:
Irlanda x Suécia – Segunda – Saint-Denis (Stade de France) – 13h
Bélgica x Itália – Segunda – Lyon (Stade de Lumières) – 16h
Itália x Suécia – Sexta – Tolouse (Stade Municipal) – 10h
Bélgica x Irlanda – Sábado – Bordeaux (The Nouveau Stade) – 10h
Suécia x Bélgica – Quarta – Nice (Allianz Riviera) – 16h
Itália x Irlanda – Quarta – Lille (Stade Pierre-Mauroy ) – 16h

Bélgica
A Bélgica é uma das grandes sensações do futebol mundial. Recheada de bons jogadores, tem tudo para desenvolver um bom papel na França, mas vai precisa confirmar em campo toda essa excelência de bons jogadores como Lukaku, Hazard, Vermaelen, Vertonghen, Fellaini, Mertens, Benteke, Witsel e Kevin de Bruyne. Vincent Kompany, principal zagueiro belga, estará fora por lesão. O máximo que os belgas conseguiram foi um vice-campeonato em 1980. Acredito que a Bélgica seja a segunda força desta Euro. Se não cruzar com a França até a final, será finalista. 

Convocação
Goleiros:  Thibaut Courtois (Chelsea), Jean-François Gillet (Mechelen), Simon Mignolet (Liverpool).

Defensores: Toby Alderweireld (Tottenham), Jason Denayer (Galatasaray), Laurent Ciman (Montreal Impact), Christian Kabasele (Genk), Jordan Lukaku (Oostende), Thomas Meunier (Club Brugge), Thomas Vermaelen (Barcelona), Jan Vertonghen (Tottenham).


Meias: Marouane Fellaini (Man Utd), Radja Nainggolan (Roma), Axel Witsel (Zenit), Kevin De Bruyne (Manchester City), Eden Hazard (Chelsea).


Atacantes: Moussa Dembélé (Tottenham), Michy Batshuayi (Marsella), Christian Benteke (Liverpool), Yannick Carrasco (Atlético), Romelu Lukaku (Everton), Dries Mertens (Nápoles), Divock Origi (Liverpool).

Irlanda
Todo o cuidado é pouco para essa Irlanda. O Eire, como é conhecido também o país britânico, fez campanha digna nas Eliminatórias, eliminou a rival Escócia e creio que chega no seu limite na Eurocopa. Motivadíssima pelos seus fanáticos torcedores. Geração fraca tecnicamente que conta com os veteraníssimos Robbie Keane e John O’Shea, mas que compensa pelo conjunto, obediência tática e determinação. Shane Long e Seamus Coleman são dois jogadores perigosos e que vão atrair bastante a atenção dos adversários. Robbie Keane é o jogador com mais gols pela seleção, 67 e atualmente joga na Major League Soccer, Liga de Futebol Norte-Americana. Jonathan Walters, Glen Whelan e James McCarthy, são outros jogadores importantes da República da Irlanda. 

Fato curioso da Irlanda nas Eliminatórias foi que não perdeu nas duas oportunidades em que jogou contra a Alemanha. Vitória em Dublin e empate na Alemanha garantiram quatro pontos para os irlandeses, que acabaram sendo decisivos na classificação para a repescagem. Martin O’Neill é o técnico. 
 
Convocação
Goleiros: Shay Given (Stoke), Darren Randolph (West Ham), Keiren Westwood (Sheffield Wednesday).

Defensores: Seamus Coleman (Everton), Cyrus Christie (Derby), Ciaran Clark (Aston Villa), Richard Keogh (Derby), John O’Shea (Sunderland), Shane Duffy (Blackburn), Stephen Ward (Burnley).

Meias: Aiden McGeady (Sheffield Wednesday), James McClean (West Brom), Glenn Whelan (Stoke), James McCarthy (Everton), Jeff Hendrick (Derby), David Meyler (Hull), Stephen Quinn (Reading), Wes Hoolahan (Norwich), Robbie Brady (Norwich), Jonathan Walters (Stoke).

Atacantes: Robbie Keane (LA Galaxy), Shane Long (Southampton), Daryl Murphy (Ipswich).

Itália
A Itália foi campeã em uma única oportunidade na euro de 1968. Apesar da tradição italiana em competições importantes, principalmente em Copas do Mundo, onde conquistou quatro títulos, é difícil acreditar que essa geração italiana vencerá a Euro na França. Carente de bons jogadores, a crise no futebol italiano é extensa. Passa pelo campeonato, decadente e ultrapassado, as categorias de base dos grandes clubes, que não revelam jogadores e os jogadores africanos e do leste europeu, de qualidade duvidosa, e que prevalecem nos clubes, ofuscando o surgimento de novos talentos italianos. A ainda há os estádios obsoletos, construídos para a disputa da Copa de 1990 e que não proporcionam mais a segurança nem o conforto que se exige hoje no futebol moderno. Apesar de todos esses problemas citados, a Federação Italiana finalmente tomou uma atitude e já para a próxima temporada no calcio, cada equipe terá que incluir ao menos oito jogadores jovens em suas respectivas equipes profissionais para a disputa do Campeonato Italiano. Enfim, todas as equipes, terão que montar seus elencos profissionais com oito jogadores cujas idades variem entre 16 e 21 anos. Quatro deles devem ter em seu currículo uma experiência de três anos em qualquer clube da Itália. Os quatro outros devem ser promovidos das categorias de base do próprio clube. Embora a federação não especifique a nacionalidade dos atletas, fica claro que eles querem articular uma “italianização” do Campeonato Italiano, já que a grande maioria dos garotos que jogam nos times formados por jovens dentro dos clubes italianos nasceu no país do Calcio.

O sistema defensivo como tradicionalmente é na Itália, muito forte, segue sendo um dos pilares do time treinado por Antonio Conte. Começa a complicar no meio de campo, quando alguns jogadores fundamentais, como Verratti e Marchisio, não estarão a disposição na Euro, devido a lesões que sofreram em seus clubes. O ataque é fraco. Não há mais Vieri, Inzaghi, Del Piero, Totti e Baggio. Hoje, a Itália naturaliza atacante brasileiro, Éder. E o Pellé é só genérico. Mesmo assim, devem formar o ataque italiano na França. Embora Simone Zaza, seja, ao meu ver, o atacante italiano mais perigoso em atividade e Berardi, jovem revelação do Sassuollo tenha sido preterido pelo medíocre Imobille por Antonio Conte. Camisa é o forte dessa seleção. Acredito que passam dificuldade na primeira fase como históricamente acontece. E chegam as quartas de final, no máximo.

Convocação
Goleiros: 1-Gianluigi Buffon (Juventus), 13-Federico Marchetti (Lazio), 12-Salvatore Sirigu (Paris Saint-Germain-FRA);

Defensores: 15-Andrea Barzagli (Juventus), 19-Leonardo Bonucci (Juventus), 3-Giorgio Chiellini (Juventus), 4-Matteo Darmian (Manchester United-ITA), 2-Mattia De Sciglio (Milan), 5-Angelo Ogbonna (West Ham-ING);

Meio-campistas: 21-Federico Bernardeschi (Fiorentina), 6-Antonio Candreva (Lazio), 16-Daniele De Rossi (Roma), 22-Stephan El Shaarawy (Roma), 8-Alessandro Florenzi (Roma), 23-Emanuele Giaccherini (Bologna), 14-Stefano Sturaro (Juventus), 10-Thiago Motta (Paris Saint-Germain-FRA), 18-Marco Parolo (Lazio);

Atacantes: 17-Éder (Internazionale), 11-Ciro Immobile (Torino), 20-Lorenzo Insigne (Napoli), 9-Graziano Pellè (Southampton-ING) e 7-Simone Zaza (Juventus).
                                                   
Suécia
O auge do futebol sueco foi no final dos anos 40 e década de 50 quando a Seleção Sueca conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1948 e foi vice-campeã Mundial em 1958. Outra geração importante dos suecos despontou no início da década de 90. Os suecos se destacaram na Eurocopa de 1992 e no Mundial de 1994.  Sob o comando de Martin Dahlin, Tomas Brolin, Henrik Larsson,Thomas Ravelli e Kenett Andersson, conquistaram o terceiro lugar no Mundial de 1994, ao bater a Bulgária na decisão de terceiro e quarto lugar, e o terceiro lugar na Eurocopa de 1992, disputada na Dinamarca. Foi o último suspiro de bom futebol praticado pelos suecos. Nas eliminatórias, fizeram campanha regular e precisaram da repescagem para garantir vaga na Eurocopa. O técnico Erik Hamren convocou 23 jogadores, entre eles, Victor Lindelöf e John Guidetti, que estavam na seleção sub 21 que ganhou o europeu da categoria em 2015. Zlatan Ibrahimovic é o principal jogador convocado e uma das estrelas do torneio. A campanha Sueca na Eurocopa dependerá e muito se ele estiver bem é capaz de os suecos avançarem de fase e quem sabe chegar as oitavas de final, caso contrário não passarão da primeira fase. O confronto contra a Irlanda será decisivo.

Convocação
Goleiros: Andreas Isaksson (Kasımpaşa), Robin Olsen (Copenhague), Patrik Carlgren (AIK).

Defensores: Ludwig Augustinsson (Copenhague), Erik Johansson (Copenhague), Pontus Jansson (Torino), Victor Lindelöf (Benfica) Andreas Granqvist (Krasnodar), Mikael Lustig (Celtic), Martin Olsson (Norwich).


Meias: Jimmy Durmaz (Olympiakos), Albin Ekdal (Hamburgo), Oscar Hiljemark (Palermo), Sebastian Larsson (Sunderland), Pontus Wernbloom (CSKA de Moscou), Erkan Zengin (Trabzonspor), Oscar Lewicki (Malmö), Emil Forsberg (Leipzig), Kim Källström (Grasshoppers).


Atacantes: Marcus Berg (Panathinaikos), John Guidetti (Celta), Zlatan Ibrahimović (Paris), Emir Kujovic (Norrköping).

Grupo F
Áustria - Hungria - Islândia - Portugal

Tabela de jogos:
Áustria x Hungria – Terça – 14/6 – Bordeuax (The Nouveau Stade) – 13h
Portugal x Islândia – Terça – 14/6 – Saint-Étienne (Stade Geoffroy-Guichard) – 16h
Islândia x Hungria – Sábado – 18/6 – Marseille (The Stade Vélodrome) – 13h
Portugal x Áustria – Sábado – 18/6 – Paris (The Parc des Princes) – 16h
Islândia x Áustria – Quarta – 22/6 – Saint-Denis (Stade de France) – 13h
Hungria x Portugal – Quarta 22/6 – Lyon (Stade des Lumières) – 13h
                                                          
Áustria
A Seleção Austríaca fez excelente campanha nas Eliminatórias, onde conquistou o primeiro lugar no Grupo G com nove vitórias e um empate. Aproveitamento de 93,33% e segunda melhor campanha entre todas as seleções. Foi a melhor campanha na história da Áustria em eliminatórias para a Euro. Creio que os austríacos devem fazer bom papel na Euro. David Alaba, lateral esquerdo do Bayern de Munich é o capitão e destaque da seleção. Habilidoso e dono de um chute potente de fora da área, Alaba atua como meio campista na seleção. Além de Alaba, irão se destacar indivualmente o zagueiro Dragovic, o lateral esquerdo Fuchs e o ponta Arnautovic. Treinados por Marcel Koller, a Áustria apresenta um futebol vistoso e gostoso de ser assistido. Devem chegar as quartas de final, se tudo ocorrer bem.

A melhor fase do futebol austríaco ocorreu entre os anos de 1924 a 1938. Neste período, o time dos sonhos, como era conhecido a Seleção Austríaca, venceu a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1936. No Mundial da Itália em 1934 conquistou a quarta posição do torneio. Outra geração de igual importância surgiu na década de 50. No Mundial de 1954 na Suíça, a Áustria fez a sua melhor campanha em Copas do Mundo. Tirou terceiro lugar, após vitória contra o Uruguai, na decisão de terceiro e quarto lugar. Na França, a Seleção Austríaca disputará pela segunda vez uma Eurocopa em sua história. A primeira vez foi em 2008, quando foi país anfitrião. 

Convocação
Goleiros: Robert Almer (Austria de Viena), Heinz Lindner (Eintracht Frankfurt), Ramazan Özcan (Ingolstadt).

Defensores: Aleksandar Dragovic (Dínamo de Kiev), Christian Fuchs (Leicester City), György Garics (Darmstadt), Martin Hinteregger (Borussia Mönchengladbach), Florian Klein (Stuttgart), Sebastian Prödl (Watford), Markus Suttner (Ingolstadt), Kevin Wimmer (Tottenham Hotspur).


Meias: David Alaba (Bayern de Múnich), Marko Arnautović (Stoke City), Julian Baumgartlinger (Mainz), Martin Harnik (Stuttgart), Stefan Ilsanker (Leipzig), Jakob Jantscher (Luzern), Zlatko Junuzović (Werder Bremen), Marcel Sabitzer (Leipzig), Alessandro Schöpf (Schalke)


Atacantes: Lukas Hinterseer (Ingolstadt), Rubin Okotie (1860 München), Marc Janko (Basel).
                                                                                
Hungria
A Hungria garantiu vaga a Euro 2016 após eliminar a Noruega na repescagem das Eliminatórias. Fez uma das campanhas mais modestas nas Eliminatórias, dentre as seleções que estarão na Euro, com 53,33% de aproveitamento, venceu quatro, empatou quatro e perdeu duas. Ter chegado a fase final da Euro já é um feito para o futebol húngaro. O que vier na Euro será lucro.
Terceiro lugar em 1964, esta foi a melhor campanha húngara da história em Eurocopas. Geração Ferenc Puskás, a lendária Seleção húngara da década de 50 que sempre será lembrada. Conquistou a medalha olímpica em 1952 e o vice-campeonato mundial em 1954. 

Seleção Húngara de 1950-1954. Time base: Grosics, Buzansky, Bozsik e Lantos; Zakarias, Lorant; Toth (Budai), Hidegkuti e Czibor; Puskás e Kocsis. Técnico: Gusztáv Sebes. Esquema tático revolucionário na época: WW. Até então, era adotado o WM, á moda inglesa. O WW surpreendeu a Inglaterra no mítico estádio de Wembley em 1953. Até então, a seleção inglesa era imbatível, jogando em seus domínios. Jamais havia perdido para qualquer seleção de fora da Grã-Bretanha. Porém, a Hungria massacrou os ingleses com uma inapelável goleada, 6 a 3, quebrando uma invencibilidade histórica dos inventores do futebol.

Islândia
Sem dúvida nenhuma, um grande feito para o futebol da Islândia, ter eliminado a Holanda nas Eliminatórias e garantir pela primeira vez acesso a fase final da Euro. Mas nada foi por acaso. Uma grande mudança ocorreu no futebol islandês e o trabalho que começou em 2001, começou a dar resultados. Acredito que nesta primeira aparição em competições importantes, a Islândia vai, apenas, figurar. Nos últimos três anos a Islândia avançou cem posições no Ranking da FIFA. Recorde. Inovou, ao apostar em uma dupla de treinadores. Por pouco, garantiu uma vaga no mundial de 2014.

O investimento no futebol
Após a Islândia passar por uma crise em 2013, quando fez uma de suas piores campanhas em eliminatórias e amargar a posição de número 131 no ranking da Fifa, a Islândia resolveu inovar. Apostou em uma dupla de técnicos para comandar a Seleção. O sueco Lagerback é quem teve a ideia de ter o islandês Heimir Hallgrímsson como seu companheiro no banco de reservas. Com os dois no comando da seleção, dividindo a tarefa de treinador, a Islândia atingiu o seu ápice nas Eliminatórias ao derrotar a Holanda. Ficou atrás, apenas, da República Tcheca e garantiu o segundo lugar do Grupo A. A ilha de apenas 329 milhões de habitantes garantia uma vaga inédita a Eurocopa. 

Mas, não foi por acaso, que esse crescimento meteórico da Islândia no cenário do futebol mundial, aconteceu. Foram feitos investimentos, nas escolinhas de futebol do país e em treinadores de futebol. A história da virada da Islândia começa á vinte anos atrás quando a federação islandesa de futebol começa a investir em gramados artificiais em todas as escolinhas de futebol da ilha. Assim, os jogadores na Islândia, puderam jogar o ano todo. Isso proporcionou os jovens a jogarem mesmo sob as baixas temperaturas, que prevalecem na Islândia e alternam de 15 graus no verão a temperaturas negativas no inverno. As escolinhas passaram funcionar o ano todo, a revelar jogadores em todo país. Em 2011, os resultados começaram a aparecer e o país conquistou vaga pra o europeu sub 21. O elenco já contava com a atual safra de jogadores. E grande parte desses jogadores, hoje, tem menos de 26 anos. 

Em 2002 a federação islandesa de futebol exigiu que os profissionais tivessem o aval da Uefa, para poderem treinar os clubes, exigiram diploma e formação dos profissionais que comandavam os clubes na Islândia. A federação exigiu que os treinadores fossem formados com o Diploma A e Diploma B da Uefa. Essa melhor especialização dos profissionais, superou até os da Premier League, mais treinadores capacitados no comando dos clubes, melhores resultados na revelação de jogadores. Ao todo, em 2015 já eram 13 capacitados e em qualquer clube em qualquer canto da ilha já havia um técnico com formação para treinar qualquer clube europeu. Com todo esse investimento nos treinadores, a Islândia passou a revelar e a exportar jogadores para as principais ligas da Europa.

Convocação
Goleiros: Hannes Halldórsson (Bodø/Glimt), Ögmundur Kristinsson (Hammarby), Ingvar Jónsson (Sandefjord).

Defensores: Ari Skúlason (OB), Hordur Magnússon (Cesena), Hjörtur Hermannsson (PSV Eindhoven), Ragnar Sigurdsson (Krasnodar), Kári Árnason (Malmö), Sverrir Ingi Ingason (Lokeren), Birkir Sævarsson (Hammarby), Haukur Heidar Hauksson (AIK).

Meias: Emil Hallfredsson (Udinese), Gylfi Sigurdsson (Swansea), Aron Gunnarsson (Cardiff), Theódór Elmar Bjarnason (AGF), Arnór Ingvi Traustason (Norrköping), Birkir Bjarnason (Basel), Johann Gudmundsson (Charlton), Eidur Gudjohnsen (Molde), Rúnar Már Sigurjónsson (Sundsvall).


Atacantes: Kolbeinn Sigthórsson (Nantes), Alfred Finnbogason (Augsburg), Jón Dadi Bödvarsson (Kaiserslautern).
 
                                                        
Portugal
Portugal fez boa campanha nas eliminatórias. Foram oito jogos, sete vitórias e apenas uma derrota. Aproveitamento de 87.5%.  A melhor campanha de Portugal em Euros foi em 2004, quando perdeu para a Grécia na final, sob o comando de Luís Felipe Scolari. 

Renato Sanches é o jogador mais jovem convocado. Com apenas 18 anos, o meio-campista acertou sua transferência do Benfica para o Bayern de Munich para a próxima temporada. É sem dúvida, o jogador português mais promissor da atualidade. Cristiano Ronaldo é o principal astro dessa Seleção portuguesa. Considerado um dos melhores jogadores do mundo, CR7 terá a missão de comandar os portugueses rumo a um título inédito. E está confiante: “Sonhar, claro que sim. Passo a passo, por que não? Temos que pensar positivo e pensar que Portugal pode ganhar a Eurocopa. Temos que ter humildade e saber que há outras equipes fortes, como Espanha, Alemanha, etc., mas temos que sonhar. Sinto a Seleção bem e confiante, jogadores e treinador. Por que não? Vamos acreditar que é possível’’– declarou. Acho possível mas não provável. Dependerá e muito do talento de cr7 o bom rendimento dessa seleção portuguesa. Ricardo Quaresma, Danilo, Pepe e João Moutinho também são fundamentais, até para não sobrecarregar o craque português. Acho que quartas de final é o limite para essa seleção portuguesa. Quem sabe uma semifinal, no máximo.

Convocação do técnico Fernando Santos para Euro 2016:
Goleiros – Rui Patrício (Sporting), Anthony Lopes (Lyon) e Eduardo (Dínamo Zagreb).

Defensores Vieirinha (Wolfsburgo), Cédric (Southampton), Pepe (Real Madrid), Ricardo Carvalho (Mónaco), Bruno Alves (Fenerbahçe), José Fonte (Southampton), Eliseu (Benfica) e Raphael Guerreiro (Lorient).

Meias William Carvalho (Sporting), Danilo Pereira (FC Porto), João Moutinho (Mónaco), Renato Sanches (Benfica), Adrien Silva (Sporting), André Gomes (Valência) e João Mário (Sporting).

Atacantes Rafa Silva (SC Braga), Ricardo Quaresma (Besiktas), Nani (Fenerbahçe), Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Éder (Lille).